ATENTEM PARA AS FASES DA VIDA
Com
os meus 30 anos eu estava me formando na PMERJ, com meus 32 anos eu fazia 3
seguranças fixas e 1 esporádica, ainda estava no seminário, dirigia uma
congregação, tinha a PMERJ e minha família. Nesta época eu dormia cerca de 2
noites por semana, isto mesmo, uma média de 2 noites por semana e não sentia
nada, quando dava ainda jogava o meu futebol e corria na rua, tempos
fantásticos em termos de condicionamento, resistência física e mental.
Este parágrafo acima é para poder deixar o versículo que segue e o comentário que farei: Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais venhas a dizer: Não tenho neles contentamento; Antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva (Ec 12:1-2); Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno (1Jo 2:14b).
Hoje, com 52 anos, vejo como a mocidade, a juventude
detém forças, energias e resistências incríveis que, no decorrer dos anos, vão,
gradativamente, desaparecendo, para alguns mais cedo, para outro mais tarde,
mas se continuarmos vivendo, envelhecendo, elas vão acabando. Atualmente ainda
consigo ficar acordado numa boa, até porque dormir, desligar a mente não é o me
forte. Recentemente, cerca de um mês, em 5 noites eu dormi somente em 3, nas 2
que fiquei acordado eu dirigi, sem pausa para descanso, durante 12 horas e o
fiz numa boa, o problema foi o dia seguinte. Na época dos meus 32 anos, como supra
citei, eu não sentia nada quando ficava sem dormir, mas nesta última
experiência eu percebi que o meu corpo estava cansado, que a minha mente demorava
um pouco mais para organizar os pensamentos mais complexos e que a noite em que
eu podia dormir o eu tinha dificuldades, visto que o cansaço muito me
dificultava a relaxar; estes são alguns dos outros tantos sinais de que a idade
tem mudado, tem limitado muitas coisas que antes eu fazia “com o pé nas costas”.
O livro bíblico de Eclesiastes nos
ensina, no capítulo 3, que há um tempo para tudo debaixo do sol e os versículos
que coloquei acima fala da juventude, da mocidade, os versículos em tela nos
alerta tanto para desfrutarmos a mocidade, de usarmos a juventude com
sabedoria, pois um dia iremos colher, no físico e nas ações, o que plantamos
enquanto jovens, mas também diz para os jovens cristãos que a força que eles
têm, a dinâmica que eles conseguem exercer, ao mais velhos não conseguem mais, por
isso Deus conta com os jovens para muitas coisas, muitos empreendimentos,
muitos desbravamentos, muitas inciativas e engajamentos que os mais velhos não
conseguem mais, é com você jovem que Deus conta. Jovem, entenda que juventude
não dá para deixar para amanhã, amanhã, se Deus permitir chegar até lá, virão
as limitações físicas, virão responsabilidades que hoje não possuem, etc, por
isso não tem como adiar, o que Deus espera de você hoje tem que ser feito hoje,
não dá para ser para amanhã, até porque o amanhã só a Deus pertence.
Quando olhamos para a Bíblia encontramos
Jeremias, Davi, Daniel e amigos, os apóstolos, entre outros tantos jovens, isso
mesmo, jovens dizendo sim ao Senhor e vivendo e fazendo coisas tremendas no
nome de Jesus e para a glória de Deus. Agradeço a Deus que ainda consigo,
fisicamente, realizar coisas que realizava na juventude, contudo vivo com
outras tantas restrições físicas, concomitantemente eu vejo a sabedoria dos
anos vividos aparecendo, eu me vejo, como exemplo, escrevendo este texto, o
mesmo só está surgindo pelo que pude, com o tempo, experimentar e discernir,
pois na juventude não poderia falar isso de maneira empírica.
Terminando aqui crendo que todos
entenderam que cada idade traz os pós e contras e, por isso, em cada fase
devemos tirar o melhor que podemos, devemos ser, em Deus, o melhor que podemos,
devemos dar para Deus tudo aquilo que ELE nos concedeu ter e ser em cada fase
da nossa vida.
NELE, que nos chamou para a eternidade,
onde o nosso corpo será glorificado e não haverá mais limites físicos e
mentais, Rogério do Amaral.
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